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outras actividades |
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Nesta página encontrará informações sobre a música coral em Portugal no início do Século XXI .
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| realizado em 10/2000 pelo Orfeão de Seia |
realizado por Dr. Heinz Frieden em 2/2000 |
| as conclusões aqui apresentadas foram publicadas pela organização do Congresso imediatemente após o encerramento do mesmo, que se baseiam essencialmente nas intervenções dos oradores convidados : | |||
| Drª Cristina Faria |
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| Dr. Heinz Frieden |
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Este século, dominado pelos audiovisuais com elevados padrões de qualidade, padronizou o homem ouvinte/consumidor em detrimento do homem produtor/praticante de música. Recuperar e reforçar o direito de fazer música, cantar e criar os espaços de interacção, que são os coros, corresponde à tradição do povo português de cantar em conjunto, um acto socializante, natural de um povo aberto. O gosto de cantar, associado à necessidade de conviver, de "estar e fazer coisas com os outros", anima o coralista (ou corista) amador a "andar para a frente", com animo e optimismo sabendo-se veículo de cultura. Mas, após um pico no movimento coralista, localizado depois do 25 de Abril de 1974, assistimos hoje a um decréscimo na criação de coros, no número de coralistas por grupo, e na mobilização do público para os concertos/espectáculos. Por sua vez, as associações suporte dos grupos corais, também têm dificuldades em encontrar substitutos para os membros dos corpos directivos, por vezes já cansados de tanto lutar. Por fim, pergunta-se: o que leva os directivos, coralistas e maestros a correr tanto e durante tanto tempo, muitas vezes em prejuízo das suas vidas privadas e famílias? Paixão pela música e pelo canto? Militantismo? Idealismo? Encantar, seduzir e criar bem-estar são ideias-chave que poderão permitir cativar, de novo, público, coralistas e membros para as direcções das associações. É necessário não perder o comboio da mudança. nem que seja na última carruagem. São os próprios coros que estão no centro desta mudança. Aos coros caberá encontrar a legitimidade, o reconhecimento junto das suas comunidades. Para isso será necessário cativá-las. Criar nos grupos a energia, a alegria suficiente que seduza os coralistas e que envolva o público. A escolha do repertório reveste-se de importância fundamental. Cada grupo terá a sua estratégia de repertório que tem a ver com as características dos seus coralistas, do meio envolvente e do público a que se destina. Desde crianças, nas escolas de música, nos grupos infantis e juvenis, é necessário formar e educar as pessoas. Caberá também ao estado reestruturar o ensino da música nas escolas assumindo-o mais responsavelmente. Há muitas experiências no movimento coralista que demonstram que é possível atrair pessoas para os grupos e público para os espectáculos: - coros infantis e juvenis Talvez, assim, também seja possível ir ao encontro dos jovens. A par da necessidade de os coros se reencontrarem com as suas comunidades envolventes, e de nela procurarem a sua legitimação, há também, necessidade de se saberem situar numa realidade mais global ainda que seja só o país. A satisfação de algumas necessidades passam pela interacção com outros grupos corais: - formação de coralistas e maestros através
da criação de uma bolsa de formadores para a constituição
de equipa pedagógicas, Para uma maior visibilidade do movimento coralista, e para facilitar o diálogo com o estado considera-se muito importante a criação de uma Federação Portuguesa de Coros e da organização destes a nível regional. O apoio do Estado ao movimento de cerca de 40.000 cidadãos, organizados pelos grupos corais portugueses, é uma obrigação, não uma benesse. As autarquias deverão cooperar mais com os grupos corais apoiando estas associações que em muito tem contribuído para a valorização musical do povo português. A necessidade deste Congresso é sentida desde há muitos anos. Trilharmos percursos de aprendizagens partilhadas, trocarmos experiências, potenciar inter-ajudas entre os coros, foi um grande passo aqui iniciado e de que se esperam resultados positivos no futuro imediato. |
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No seguinte apresentam-se os resultados do inquérito realizado por Dr. Heinz Frieden em 2/2000, dirigido a cerca de 250 grupos corais, pedindo responder à 30 perguntas .
do mesmo universo de coros conclui-se a imagem seguinte sobre a fundação de coros em Portugal : ![]()
independentemente do ano de fundação ( anos de existência ) , a opinião dos coralistas activos é de : " para o coro
já houve tempos melhores está mais ou menos nunca foi tão bem
num caso ou outro as razões consideradas são por
resposta do público reconhecimento por entidades públicas situação financeira resultado artístico adesão de elementos
se o coro existe há mais de 20 anos: qual foi ( segundo os elementos com mais experiência ) a melhor época para o coro
os ensaios acontecem com......
regularidade muito rigor pouco rigor com a participação de ...... % dos coralistas 80-100% 50-75% 10-40%
qual a percentagem dos elementos do coro que se empenham em resolver as situações do dia-a-dia do grupo
0-10 % - 20% - 30%
o coro tem a estrutura de
Associação Cultural Ass. de utilidade pública Organismo democrático com eleições Grupo de amigos
qual tem sido a média de número de elementos do coro
hoje 33,6 há 5 anos 34,3 há 10 anos 35,6 há 20 anos 47,5 há 30 anos 41,5 há 50 anos 55,2
qual é a média etária dos coralistas (actualmente-ano2000)
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qual é a média de horas que um coralista investe por semana
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qual é a média de espectáculos /ano
aumentou / deminuiu ?
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no repertório as peças têm aumentado no grau de dificuldade ?
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como coro 'a capella', fazem concertos com músicos de fora ?
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se trabalham com outros músicos, tratam-se de
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tinham feito gravações p/ CD ou ca7 anteriormente
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tiveram contactos artísticos com outros participantes do projecto "os melhores coros amadores da região..."
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O coro tem...
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o director artístico trabalha
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o coro financia-se por
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tem havido procura de novas formas de financiamento nos últimos anos ?
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se sim, as tentatívas estão viradas para
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qual é a V/ avaliação da situação do coro :
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