apresenta :

 

    public-art 19902

Coro da Relação de Lisboa

direcção artística : Paula Coimbra

"Acórdes e Acórdãos"

 

 

O Corelis (Coro da Relação de Lisboa) nasceu em 1993, na Relação de Lisboa, da vontade de um conjunto de pessoas que gostavam de cantar. E nasceu também para “solfejar a esperança, vocalizar a amizade, exorcizar a rotina”, no dizer de um dos seus fundadores, no programa do seu primeiro concerto,  que foi chamado de recital e teve lugar no Salão Nobre da Relação, em 30 de Junho de 1994. Depois, e já lá vão quase dez anos, o coro foi crescendo, até esta ocasião do seu primeiro CD, não sem que antes tenha gravado muita coisa, especialmente os bons momentos que todos têm passado juntos.

O Corelis é composto por magistrados e funcionários da Relação de Lisboa e de outros tribunais, da Procuradoria Geral da República e dos Serviços do Ministério da Justiça, bem como por advogados e é dirigido desde o início pela maestrina Paula Coimbra.

Ao longo da sua existência, com nove anos de vida e um total de mais de sessenta concertos, o coro tem actuado em ocasiões diversas, maioritariamente em eventos que se prendem com a vida das instituições a que está ligado, não rejeitando, no entanto, outras solicitações, a que tem correspondido. Assim é já  tradicional a sua participação nas cerimónias de Abertura do Ano Judicial, quer oficiais, no Supremo Tribunal de Justiça, quer oficiosas, na Sé de Lisboa. Igualmente tem participado em vários congressos, nacionais e internacionais, ajudando a dar as boas vindas a outras Justiças que nos visitam e sempre tem feito os seus concertos de Natal, de Primavera e muitos mais, em Lisboa e noutros locais do País, quase sempre com outros coros, com os quais vai criando amizades.

Constituído juridicamente como associação cultural sem fins lucrativos, tendo-lhe já sido atribuído o estatuto de utilidade pública, o Corelis tem um boletim informativo regular e está no sítio da internet em trl.pt. E, algumas vezes, na lua e noutros planetas. Mas as pausas também são música!

Do seu já vasto repertório constam peças musicais variadas, com incidência nas canções populares nacionais e europeias, nas canções do Renascimento e do Barroco, principalmente ibéricas, e nalguma música sacra de épocas diversas.

O Corelis não é pioneiro no culto, prática e divulgação da música coral no meio forense. Esta actividade, alargada à música instrumental, ao canto e dança populares, foi iniciada pelo Grupo Coral da Justiça (GCJ), com sede no Porto, que a vem desenvolvendo desde 1984. A participação, neste trabalho, do Grupo Instrumental do GCJ é a homenagem do Corelis aos nossos colegas do Porto que, com entusiasmo e sem desfalecimento – e já lá vão 18 anos – nos vêm ensinando que “nunca se perde tempo com aquilo que amamos”.

No exercício de harmonizar acordes com acórdãos, vamos continuar a sonhar, voando sempre mais longe. E porque as palavras são todavia solenes, como todas as solenidades devem ser breves.

Poupemos as palavras e ouçamos o que de melhor tem para oferecer o Corelis - Coro da Relação de Lisboa.


 

PAULA  COIMBRA

 

                Concluiu o Curso Geral de Canto no Conservatório de Música do Porto e o Curso Geral de Composição no Conservatório Nacional de Lisboa. Frequenta o Curso de Ciências Musicais da Universidade Nova de Lisboa. Posteriormente à conclusão do Curso Geral de Canto, trabalhou técnica vocal com os professores Helmut Lips, Vianey da Cruz, Maria Repas Gonçalves e Susana Teixeira.

                Frequentou diversos Cursos de Direcção Coral, dos quais salienta os orientados por Vassil Arnaodov, Edgar Saramago, Anton de Beer e José Robert. Em 1995 e 1996 frequentou os XXXII e XXXIII Cursos Internacionais de Direcção Coral de Lérida (Espanha) tendo trabalhado sob a orientação do Maestro Christian Grube (Professor de Direcção Coral na “Hochschule für Musik” de Berlim e Director dos Coros – crianças e adultos – da Catedral de Berlim). Em 2001 frequentou o V Curso Internacional de Música Vocal e Direcção Coral de Aveiro, tendo trabalhado sob a orientação dos Maestros António Lourenço e Paulo Lourenço.

Cantou em diversos grupos corais amadores, dirigiu um dos grupos corais da Biblioteca Operária de Oeiras e dois coros na  Marinha Grande: o Coro do Sport Operário Marinhense e o Coral em Canto. Trabalhou como assistente do Maestro Francisco d’Orey na direcção do Coral dos Estudantes de Letras da Universidade de Coimbra e como assistente do Maestro José Robert na direcção do Coro da Universidade de Lisboa. Exerceu actividade docente na Escola de Música Leal da Câmara (Rio de Mouro), na Fundação Musical dos Amigos das Crianças (Lisboa), na Academia de Amadores de Música (Lisboa) e no Centro de Estudos Judiciários (Lisboa). Dirigiu o Grupo Coral de Queluz de 1992 a 2000  e fundou o Coro de Pequenos Cantores da Academia de Amadores de Música (AAM) em 1995, tendo com esse coro preparado e gravado o CD LOIK (edição da AAM) que inclui mais de trinta canções de compositores portugueses destinadas a coros juvenis, sendo que algumas delas lhe foram especificamente dedicadas.

Dirige o CORELIS, (Coro da Relação de Lisboa) desde 1993 e o Coro Cantapiano (Coro do Casa Pia Atlético Clube) desde 1996. Iniciou em Outubro de 2001 a formação de um coro de pequenos cantores na Escola Metropolitana de Música de Lisboa.  

 


 a public-art , editora é a primeira editora em Portugal que se dedica à música coral

 

Produção : Heinz Frieden