"Hinos,Símbolos e Referências"

12 € 80
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Coral de São José - S. Miguel  ( 2000 )  pa - 17800 encomendar

 

 

Banda de Música da Zona Militar dos Açores

Coral de São José

Direccão: Capitão Manuel Joaquim Ferreira da Costa

Produção : Dr. Heinz Frieden

 

Face à inexistência de qualquer registo fonográfico em CD ou vinil do Hino dos Açores, passados que são mais de vinte anos após a sua promulgação, acreditou, o Coral de São José, estar na hora de criar este documento que servirá, não só para dar corpo audível a um dos símbolos da Região Autónoma dos Açores, como também, para ser um elemento que possa estar presente nos mais diversos estabelecimentos de formação, e nos momentos em que tenha de ser interpretado aos mais diversos níveis e nos acontecimentos que o exijam.

Foi neste propósito, e com este objectivo que, o Coral de São José, propôs ao Governo Regional dos Açores fazer uma gravação, em cd, em conjunto com a Banda Militar da Zona Militar dos Açores do Hino dos Açores e bem assim, aproveitando a oportunidade, registar outros hinos que são símbolos, como "A Portuguesa", o Hino do Conselho da Europa e o Hino da Maria da Fonte, e, ainda outros que são referências para todos os Açoreanos, como o Hino do Espírito Santo e o Hino do Senhor Santo Cristo.

Recolhendo o apoio imediato do Governo da Região Autónoma dos Açores, empreendeu, com muito orgulho, o Coral de São José esta edição que espera seja um contributo para a valorização e conhecimento dos AÇORES - seus HINOS - SÍMBOLOS E REFERÊNCIAS.

As historiografias apresentadas dos Hinos dos Açores, de Portugal, da Maria da Fonte e do Espírito Santo, são reproduções fiéis do livro "Autonomia - Vultos e Factos". da autoria de Manuel Jacinto de Andrade.
A referente ao culto e Hino do Senhor Santo Cristo é da autoria de Carlos Melo Bento, no seu livro "História dos Açores".

 

 Hino dos Açores

Joaquim de Lima, Letra: Natália Correia

 

ORIGEM DO HINO DA AUTONOMIA

O Hino Popular da Autonomia dos Açores nasceu na freguesia de Rabo de Peixe. Foi autor da letra o poeta António Tavares Torres, natural daquela freguesia, e militante do Partido Progressista, de José Maria Raposo de Amaral. A música é da autoria do maestro Joaquim Lima, natural do continente português e que se fixou, por algum tempo, na freguesia de Rabo de Peixe.
A Filarmónica "Progresso do Norte", de Rabo de Peixe, tocou, pela primeira vez em público, o Hino da Autonomia, no dia 3 de Fevereiro de 1894, em frente da residência dos membros da comissão promotora da Autonomia Açoriana. Neste dia, António Torres, então presidente da Comissão Executiva da Câmara Municipal da Ribeira Grande, acompanhado de um grupo de amigos e da Filarmónica "Progresso do Norte", veio a Ponta Delgada apresentar o Hino de que é autor. Ao anoitecer, reuniu-se, no Campo de S. Francisco, um grupo de pessoas, que percorreu as ruas da cidade, terminando a festa, no Centro Autonomista, com discursos pelos Drs. Caetano d'Andrade, Pereira Ataíde, Mont'Alverne de Sequeira, Duarte de Almeida e outros.
Em Abril de 1894, no dia das eleições gerais, em que foram eleitos deputados autonomistas os Drs. Gil Mont'Alverne de Sequeira, Pereira Ataíde e Duarte de Andrade Albuquerque, houve um cortejo, pelas ruas de Ponta Delgada, com filarmónicas a tocar o Hino da Autonomia que todos cantavam.
Em 9 de Março de 1895, as filarmónicas também tocaram o Hino da Autonomia, na Praça do Município de Ponta Delgada, na festa que assinalou a chegada do Decreto de 2 de Março.

 

A letra do Hino dos Açores :

Deram frutos a Fé e a Firmeza
no esplendor de um cântico novo;
os Açores são a nossa certeza
de traçar a glória de um Povo.

Para a frente! em comunhão,
pela nossa autonomia,
Liberdade, Justiça e Razão
estão acesas no alto clarão
da Bandeira que nos guia.

Para a frente! lutar, batalhar,
pelo Passado imortal.
No futuro a paz semear,
de um Povo triunfal.

 

A PRIMEIRA APRESENTAÇÃO PÚBLICA DO HINO

Em 27 de Junho de 1984, o Hino dos açores foi cantado, pela primeira vez, na nossa Região, por alunas do Colégio de S. Francisco Xavier, na presença do Presidente do Governo Regional dos Açores e de outras entidades oficiais. o Hino foi cantado por 600 crianças, vestidas de saia azul, blusa branca e laço amarelo. Foram ensaiadas pela professora Eduarda Cunha Ataíde e sua filha Lô Ataíde.
O "Açoriano Oriental", de 29 de Junho de 1984, sugeria que, em sala com melhores condições acústicas, fosse gravado para ser transmitido nas emissões diárias da RTP e RDP-Açores, à semelhança, aliás, do que faz, com o Hino da Madeira, a RTP e RDP daquela Região Autónoma.

 Hino de Portugal

Alfredo Keil, Letra: Henrique Lopes de Mendonça

 

"A PORTUGUESA"


Foi a mesma Assembleia Constituinte de 19 de Junho de 1911, que aprovou a Bandeira Nacional, que proclamou "A Portuguesa" como Hino Nacional. Ficou, assim, oficializada a composição de Alfredo Keil e Henrique Lopes de Mendonça que, numa feliz e extraordinária aliança de música e poesia, respectivamente, conseguira interpretar, em 1890, com elevado sucesso, o sentimento patriótico de revolta contra o "Ultimato" que a Inglaterra, em termos arrogantes e humilhantes, impusera a Portugal.
Em 1956, constatou-se que existiam algumas variantes do Hino não só na linha melódica, como até nas instrumentações, especialmente para banda. O Governo nomeou, então, uma comissão encarregada de estudar a versão oficial de "A Portuguesa". Essa comissão elaborou uma proposta que foi aprovada, em Conselho de Ministros, em 16 de Julho de 1957, e é a que actualmente está em vigor.

 

 OS AUTORES DO HINO


Alfredo Keil, filho dum célebre alfaiate alemão, nasceu em Lisboa, em 1894. Morreu com 53 anos, em 1907. Estudou em Nuremberga e em Munique. aprendeu Pintura e Música. Obteve prémios pelas suas telas que o próprio Rei D. Luís gabou e adquiriu. As lisboetas tocavam e dançavam as suas polcas e valsas. Compôs as óperas "D. Branca" e "A Serrana".
Num arrebatamento patriótico, por causa do "Ultimato Inglês", compôs a música do Hino "A Portuguesa". Pediu a letra a Henrique Lopes de Mendonça, oficial da Marinha e dramaturgo consagrado com a sua peça "Duque de Viseu".
Henrique Lopes de Mendonça era sobrinho dum célebre folhetinista que enlouquecera. Dele herdou o talento. Cheio de entusiasmo, naquela hora trágica, escreveu, em honra de Portugal, as palavras para a música oferecida, por um alemão de origem, à terra que acolhera os seus antepassados.

Em actos públicos, apenas se canta a primeira oitava e o refrão do Hino Nacional:

Heróis do mar, nobre Povo
Nação valente, imortal.
Levantai, hoje, de novo,
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria, sente-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há-de guiar-te à vitória!

Refrão :

Ás armas, ás armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Ás armas, ás armas!
Pela Pátria, lutar,
Contra os canhões marchar, marchar!

 O Hino é executado, oficialmente, em cerimónias nacionais, civis e militares onde é rendida homenagem à Pátria, à Bandeira Nacional ou ao Presidente da República. Quando se trata de saudar, oficialmente, em território nacional, um chefe de Estado estrangeiro, a sua execução é obrigatória, depois de ouvido o hino do país representado.

 

outros Hinos a apresentar neste CD :

Hino da Maria da Fonte - Ângelo Frondoni

Hino do Espírito Santo - Jacinto Ignácio Cabral

Hino do Senhor Santo Cristo - Manuel José Candeias


 
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