"Requiem"

12 € 80
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Luis Cipriano  ( 1998 )  48'35 pa - 98129 encomendar

 

"Requiem" de Luis Cipriano

em memória de Aristides Sousa Mendes
 
Orquestra Sinfónica da Escola Profissional de Artes da Beira Interior
Coro Misto da Covilhã
Direcção : Luis Cipriano

gravado ao vivo em 20 de Outubro de 1998

 

 

ARISTIDES SOUSA MENDES

 

Aristides Sousa Mendes do Amaral e Abranches era natural de Cabanas de Viriato, onde nasceu a 19 de Julho de 1885.
Licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra. Seguindo a carreira diplomática, revelou grandes méritos, que lhe valeram alguns títulos e condecorações de países como Zanzibar, Bélgica e da Cruz Vermelha Portuguesa.
A 12 de Maio de 1910 é nomeado Cônsul de terceira classe. Exerce a diplomacia em vários locais do planeta: Guiana Britânica, Espanha, Zanzibar, Brasil, Estados Unidos, Bélgica, até que em 1 de Agosto de 1929, é colocado em Bordéus. É aí que se encontra quando tem início a II Guerra Mundial.
Perante o avanço do nazismo, Aristides, encontra-se perante um dilema comum nessa época: se por um lado era impossível esquecer a multidão de refugiados perseguidos por Hitler, aos quais ele próprio podia abrir as portas da salvação, por outro, era clara que se o fizesse estaria a condenar-se a si próprio por actuar de forma oposta à política externa portuguesa de um regime de ideais nacional-socialistas.
Aristides Sousa Mendes, optou por emitir 30.000 passaportes, salvando assim outras tantas vidas. Um acto heróico e de grande lucidez, que lhe valeram a condenação por parte de Salazar. Aristides foi deposto e foi literalmente esmagado assim como a sua família.
Morreu em 1954 e somente passado 20 anos, a história deste homem voltou à luz do dia. Segundo o historiador Yehuda Bauer, foi a pessoa que "…sozinho, contra tudo e contra todos, realizou a maior operação de salvamento da História do Holocausto".
Desde então , inúmeras manifestações de elogio e apreço tem mostrado ao Mundo o exemplo de Aristides Sousa Mendes. Foi-lhe atribuída a cidadania Honorária do Estado da Califórnia e do Estado de Israel. No Canadá, França e Israel existem parques com o seu nome. Em Bordéus existe uma Escola com o seu nome. Em Israel foi plantada uma floresta com 10.000 árvores à qual foi dada o seu nome. A primeira homenagem pública pelas autoridades portuguesa ocorre em 1987, onde o Dr. Mário Soares o condecorou a título póstumo com a Ordem da Liberdade.
A reintegração na carreira diplomática foi-lhe concedida em 1988 pela Assembleia da República , 44 anos depois do Despacho de Salazar, 34 anos depois da sua morte e 14 anos depois do 25 de Abril, o que revela a lentidão com que Portugal reconhece as suas figuras excepcionais.

 

Produção : Heinz Frieden


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